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O Presidente Emílio Médici

Por ter exercido a Presidência no período mais quente da repressão, o Presidente Emílio Médici deixou na consciência da juventude daquela época a imagem de um ferrabrás. No entanto, era homem modesto e humilde, cujo problema principal era estar cercado por um estado-maior que lhe vedava o acesso a informações pormenorizadas a fim de poupá-lo para que não passasse pelo mesmo drama que tirou a vida do Presidente Costa e Silva, seu antecessor e seu amigo.

As pessoas que o cercavam eram proibidas de levar certas notícias a seu conhecimento. Lembro-me de que uma carta de Eunice Paiva, viúva do ex-Deputado Rubens Paiva, por pessoa bondosa foi posta sobre sua mesa de cabeceira certa noite. Antes que o dia amanhecesse, o mensageiro, insone, empurrou a porta do quarto do Presidente e, como a carta permanecesse intocada, de lá a retirou para entregá-la ao General Fontoura, Chefe do SNI.

Seu estilo de governar era distribuir responsabilidades por áreas. O Professor [...]
10/10/1985

O povo não tem uma consciência política muito nítida. Ele é muito arrastado pelos acontecimentos. No dia 24 de agosto, o povo estava contra Getúlio, então quando Getúlio suicidou-se, o povo desfilou no Palácio do Catete para homenagea-lo, chorando na maior emoção.

Carlos Castello Branco, o repórter do Brasil
Texto de Zózimo Tavares

"O Piauí teve, sim, outros expoentes, mas foi Carlos Castello Branco, o menino da Rua da Glória, a nossa glória maior”

Durante mais de meio século, ele foi o repórter político do Brasil. Um repórter que soube interpretar o país, na agonia de duas ditaduras e na esperança de duas redemocratizações; no suicídio de um presidente da República (Getúlio Vargas), na renúncia de outro (Jânio Quadros), na deposição de mais um (João Goulart) pelas armas e no impeachment de outro (Fernando Collor) pelas armações. [+]

Ao metre
Texto de Merval Pereira

No dia 25, o jornalista Carlos Castello Branco, uma espécie de patrono dos colunistas políticos brasileiros, o maior entre nós todos, teria feito 90 anos. Reproduzo aqui trechos do prefácio que escrevi para a reedição de seu livro clássico “Os militares no poder”, da Editora Record. E adianto que brevemente estarei lançando um livro, pela mesma editora, com o título de “O lulismo no poder”, uma homenagem ao mestre. [+]

Na seção TEXTOS você encontra todas as "Colunas do Castello" publicadas diariamente entre os anos de 1963 a 1993, além de entrevistas, discursos e correspondências. [+]

Os fatos narrados de forma precisa, clara e direta.
Desde Jânio Quadros até Fernando Henrique Cardoso.
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