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Como uma oferta sem aceitação

BRASÍLIA (Sucursal) — O Congresso, por todos os seus grupos, deseja acreditar no General Médici e anseia pelo êxito da política anunciada pelo Presidente da República. A fidelidade do Govêrno a essa política, e sua capacidade de realizá-la, como que constituem a esperança exclusiva de reorganização pacífica e a prazo médio de instituições livres no país.

Sentem, todavia, deputados e senadores que, por enquanto, a margem de participação e influência que lhes é permitida permanece muito estreita. Pràticamente só pela omissão, pela concordância e pela presença 'às convocações poderão manifestar sua adesão à política oficial e sua confiança na ação do Govêrno da República. Se o Presidente e seus auxiliares de maior relêvo são identificados por uma fé objetiva nos valôres institucionais, a verdade é que persiste nas áreas do poder uma atitude restritiva em relação à validade de uma colaboração política já tão alcançada em seus fundamentos morais.

As críticas se [...]
05/11/1969

"Uma carta típica que recebo sempre tem um desenho da foto do Vladimir Herzog, com um homem enforcado, e os dizeres: 'O próximo será você, seu efedapê.' "

Carlos Castello Branco, o repórter do Brasil
Texto de Zózimo Tavares

"O Piauí teve, sim, outros expoentes, mas foi Carlos Castello Branco, o menino da Rua da Glória, a nossa glória maior”

Durante mais de meio século, ele foi o repórter político do Brasil. Um repórter que soube interpretar o país, na agonia de duas ditaduras e na esperança de duas redemocratizações; no suicídio de um presidente da República (Getúlio Vargas), na renúncia de outro (Jânio Quadros), na deposição de mais um (João Goulart) pelas armas e no impeachment de outro (Fernando Collor) pelas armações. [+]

Ao metre
Texto de Merval Pereira

No dia 25, o jornalista Carlos Castello Branco, uma espécie de patrono dos colunistas políticos brasileiros, o maior entre nós todos, teria feito 90 anos. Reproduzo aqui trechos do prefácio que escrevi para a reedição de seu livro clássico “Os militares no poder”, da Editora Record. E adianto que brevemente estarei lançando um livro, pela mesma editora, com o título de “O lulismo no poder”, uma homenagem ao mestre. [+]

Na seção TEXTOS você encontra todas as "Colunas do Castello" publicadas diariamente entre os anos de 1963 a 1993, além de entrevistas, discursos e correspondências. [+]

Os fatos narrados de forma precisa, clara e direta.
Desde Jânio Quadros até Fernando Henrique Cardoso.
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